Poder e abuso
O que importa é o caráter, certo? Talvez não. Em 1971, o psicólogo Philip Zimbardo queria descobrir se traços de personalidade de prisioneiros e guardas explicavam situações abusivas nas cadeias. Ele criou um simulacro de xadrez com 24 voluntários. Parte do grupo ficou com o papel de guarda, e o restante, com o de prisioneiro. Rapidamente as coisas saíram de controle e os guardas mostraram-se cada vez mais cruéis. Ou seja: o comportamento dos participantes foi ditado pela situação em que estavam.
Então...
Isso sempre lembra a questão de oprimidos e opressores. É de fato complicado analisar num conflito quem é vítima e quem não o é. Segundo Marx, a história é a história da luta entre classes. Mas e quando uma dessas classes ganham? E o pior, e quando uma dessas classes que ganharam simplesmente tendem a dissolver qualquer embate de classes em movimentos reservados e sem vinculação à classes? Não entendeu? Oras, vejamos a religião. A religião engloba a todos como irmãos, todos como criação de um mesmo SENHOR e toda o blablabla que conhecemos.
Enfim, essa caracterização dissolve as classes e mantém a todos sob a égide e o crivo de algumas formas ideológicas e moralistas, surgem as intolerâncias, as brigas, as discórdias, os preconceitos, a ignorância e, principalmente, os "muros".
Vejam o filme e entenderão.
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