Palavras de W. Buffet: "Enquanto os pobres e a classe média combatem por nós no Afeganistão e muitos americanos lutam para chegar ao fim do mês, nós, os megarricos, nos beneficiamos com isenções extraordinárias." E mais: "Essas bênçãos (isenções) nos são conferidas por legisladores em Washington que se sentem compelidos a nos proteger, como se fôssemos corujas raras ou outra espécie ameaçada".
Junto a isso podemos destacar alguns debates sobre sustentabilidade. Afinal, dados da World Watch Institute mostrou que a humanidade vive com padrões de consumo muito além do o planeta permite. OK, e qual a relação entre ambos assuntos?
O fator gerador desses problemas é o chamado consumismo. O consumo exagerado implica em maior produção e, por consequência, mais explorações naturais e, claro, humanas. Inicialmente devemos ter em mente que é praticamente impossível sustentar mais de 6 bilhões de pessoas no planeta com um ritmo frenético e gigantesco de consumo, o que se torna quase que necessária a existência de miseráveis e pobres a serem explorados. Como bem nos deixou claro o bilionário Buffet, o governo norte-americano (e não só este) "dá" benefícios aos ricassos por meio de isenções fiscais e por ai morro abaixo, e ao mesmo tempo encontra-se numa problemão, afinal, passa por uma crise financeira. Nesse meio tempo em que os Estados se afundam em dívida e as previdências e tantos outros serviços públicos tendem aos desfalecimento em várias parte do mundo, os megarricos chafurdam-se em suas riquezas banhadas a Chateau Fombrauge Saint Emilion Grand. Ok, e qual o problema nisso?
O problema consiste em que cidadãos trabalham e grande parte de seus soldos vão aos chamados impostos, pois estes não possuem algumas "bençãos", nas palavras de Buffet. Não possuem sequer rara parte dos momentos "felizes" desses megarricos - fica óbvio aqui o motivo de tantos megarricos também se importarem com a sustentabilidade, afinal, imagine o mundo nessa "gastança". Sustentabilidade, infelizmente, fica relegada aos que pouco possuem para satisfazer os prazeres incontroláveis e insaciáveis de poucos.
Alguns outros trabalhadores são mandados às guerras, exterminados e muitos são esquecidos. E tudo isso se dá em nome do "crescimento econômico" de seus países. O problema é que crescimento econômico está intimamente atrelado ao significado de desenvolvimento da nação. Desenvolver-se significa reduzir as desigualdades entre pobres e ricos, sejam elas financeiras, educacionais, culturais, mas o que se vê é uma tentativa inócua e absurdada em querer cooptar riquezas, principalmente às custas exploratórias e ideológicas - assim, não por menos, explodem tantas revoltas pelo mundo, sejam por melhorias sociais, como vemos no Chile ou nos países árabes, seja por puro consumismo daqueles que nada possuem, como na Inglaterra.
E, afinal, qual a relação disso com o Brasil? Afinal, perguntam-se, aqui não explodem guerras, manifestações violentas, revoltas e seque, como pensam alguns, não passamos por crise. É, de fato, não acontece nada disso... Não aconteça talvez porque o dinheiro de alguns muitos paguem pela bonança de alguns megarricos e de muitos paupérrimos que se lambuzam em troca de alguns centavos a mais em suas carteiras que possam ser chamadas de bolsas.
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